26 maio 2016

A garota que usava Marylin

(Editado em 11/2016 - ainda não a esqueci e virou
inspiração para essa arte)
Esses dias eu conheci a garota mais linda do mundo.
Era muita gente, muita música, muita bebida. Logo, muitas idas ao banheiro.
Em uma delas conheci a garota que usava "Marylin" (nome fictício que dei). Não sabia o nome dela, idade, o que fazia, só conheci seu sorriso frouxo e um toque fofo ao me segurar para não cair.

A partir daí só pensei nela a festa toda.
Até que eu decidi me abrir para o amor e ele me disse para ir atrás dela. E eu fui. Me senti a pessoa mais fanática do mundo, eu procurava a estampa de sua roupa no meio da multidão que dançava freneticamente aos diferentes ritmos que tocavam.

Agora me diz se amor e a coragem andam juntos na balada? Infelizmente não. 

Eu a encontrei dançando na pista, sorrindo para o nada, sentindo a música sozinha. Mas o medo da rejeição fez eu não ir até ela e eu a assisti dançar até perdê-la de vista.

Eu não sei o que ela tinha naquele sorriso, mas devia ser mágica.
Me senti enfeitiçada por alguém  que nunca imaginei sentir o que senti naquele dia. 
Sua dança  parecia algo de outro mundo (mas nada muito fora do "normal") porém era hipnotizante. Quando nossos olhos se entreolhavam (se é que realmente se entreolhavam),  eu sentia uma adrenalina descomunal invadir meu corpo e me fazer saltitar e dizer para o amor "AAAAHH não! Ela não vai me querer!". E afinal,  como eu não tive coragem de ir até ela, nunca saberei se nós poderíamos ter dado certo.

A festa acabou. Não falei mais com ela, porém, parecia ser impossível esquecer seu rosto. Mesmo abastecida de puro álcool, tonta e cansada, ao chegar em casa eu entrei nas redes sociais.

Mais uma vez, eu não sabia seu nome... procurei a garota que usava Marilyn na lista de confirmados do evento do Facebook, vi centenas de rostos, porém nenhum era ela. Eu adormeci pensando nela...

Garota que usava Marylin, eu não  esqueci de você.


PS. Marylin não é uma droga. 


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