Título Original: An Abundance of Katherines
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Ano: 2013
Categoria: Ficção americana
Narrador: Onisciente
Sinopse:
Uma descoberta que vai entrar para a história,
vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim,
elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade.
Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso
o que ele espera.
Resenha:
Com tantas críticas negativas que
ouvi sobre o livro, não estava entusiasmada com a leitura. Porém, assim que o
peguei, devorei cerca de cem páginas em uma hora e meia (não parece muito, mas
eu tava no busão, e ler em ônibus que gosta de brincar de liquidificador não é
algo divertido). A maioria das reclamações que li e ouvi a cerca de Teorema foi
porque “não se compara ao magnífico A Culpa é das Estrelas.” Bem, é óbvio que
não. Não tem como um livro de algum autor ser à altura de outro do mesmo. Eles
exploram caminhos diferentes, histórias diferentes, lições diferentes. Aqui
informo: O Teorema Katherine não me transferiu um décimo das emoções que vivi
para com A Culpa é das Estrelas. ACEDE me fez rir e chorar, me tocou
profundamente. É um drama juvenil. Teorema é uma comédia. Aquelas comédias em
que supostamente há um drama, mas o drama da personagem só lhe faz rir. É uma
história com poucos sentimentos aflorados. Completamente e absurdamente
diferente de A Culpa é das Estrelas. Só porque este outro fez mais sucesso e é
magnífico não significa necessariamente que ele é ruim. Pelo contrário, é
ótimo.
Parabenizo principalmente aos
trabalhos de Umberto Figueiredo Pinto (Revisão); Anna maria
Sotero da Silva Neto (Revisão Técnica de Matemática); Renata Pettengill
(tradução). Um livro repleto de anagramas e outras coisas totalmente voltadas
para a cultura inglesa foram excelentemente traduzidas, com ênfase nas páginas
86 e 87, onde Colin escreveu uma frase utilizando-se dos 99 primeiros dígitos
de PI.
O que me decepcionou no livro foi o chamado “final sem
noção.” Literalmente, um final sem noção. Esperava muito mais dele. Mas, início
e meio são engraçados, com coisas acontecendo, mas não transmitem uma emoção.
Até agora foram três livros do John Green lidos, e, particularmente, assim como
muitos, O Teorema Katherine foi de longe o pior. Mas isto não significa
necessariamente ruim.

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